Último aula, o final? Não! Apenas o começo de tudo.

 


Quando me matriculei na disciplina de Tecnologias Digitais no Ensino, já esperava que, a partir dela, teria contribuições para minha trajetória acadêmica no doutorado, pois, na experiência anterior, ela me ajudou na escrita da dissertação.

Desta vez, foi mais além. Não sei se por ter outras perspectivas de vida depois do mestrado, e falo como discente, professora, mulher e mãe.

No primeiro dia de aula, saí mais cedo para fazer uma entrevista de emprego. Somavam-se a ansiedade do início do doutorado e a expectativa de um novo emprego. Muitos medos de não conseguir chegar ao final sem nem mesmo começar, e eu já sabia que as cobranças seriam grandes, pois ser doutoranda, conciliando tantas demandas, seriam outros quinhentos rsrsrsr.

Pois bem, consegui o novo emprego e outro cargo; até então, tudo certo. Mas, na disciplina, tudo ia de ladeira abaixo. Não conseguia acompanhar o ritmo e estava quase jogando tudo para o alto. Parecia até que eu não estava em mim, sei lá. Como dizia minha vó: "doida da cabeça!". Em certo dia, recebi um e-mail que dizia mais ou menos assim: "Precisa acompanhar as atividades, fazer as postagens, ou vai reprovar!". Foram outras palavras, bem bonitas, mas eu entendi o recado. Primeiro, senti raiva, não de quem enviou a mensagem, mas de toda a situação em que eu tinha me metido.

Minha alergia tópica voltou: uma coceira no pescoço que parecia mais uma doença grave. Enfim, comprei remédio e comecei a pensar em estratégias para rever tudo o que estava dando errado.

No outro dia, pensei: vou desistir, vai ser mais bonito. Aí recobrei a consciência e fui, aos poucos, me encontrando para chegar pelo menos ao básico, mas com sinceridade.

Estou viva e espero alcançar a nota necessária para passar, como dizíamos no tempo da graduação.

Sobre a disciplina em si, ela só me faz repensar tudo o que aprendemos até então, seja para compreender, seja para desaprender também. A metodologia Problem-Based Learning ou Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), no início, pensei que tinha entendido; depois descobri que não. Hoje, porém, acredito que até a domino, pois outro dia estava ajudando um colega a elaborar uma proposta de atividade para sua aula no ensino superior. Fiquei orgulhosa.

O blog foi uma pedra no meu sapato, mas falo isso como uma experiência individual. Deu-me trabalho porque eu tinha vergonha de escrever no blog. Sei lá, nunca gostei, nem gosto, de me expor. Mas, com o tempo, ao ver colegas e até mesmo as postagens do prof. Fernando, fui superando essa visão e, aos poucos, fazendo as postagens. (Acho que a pressão psicológica que o professor fez ajudou também.) Os conteúdos da disciplina não poderiam ter sido outros, pois, como disse anteriormente, eu já esperava essas contribuições.

Os desafios giraram em torno do blog, um verdadeiro pesadelo, mas superei. O mesmo ocorreu com algumas propostas de atividades, como gravar vídeos e áudios. Tenho pavor. Parece que estão me pedindo para fazer a pior coisa do mundo. Esses desafios ainda não superei, mas estão na lista de aspectos em que busco me encontrar realizando essas propostas.

Quanto às possibilidades, tudo o que foi apresentado, seja pelo professor, seja pelos colegas, só acrescentou à minha formação, seja com novas ideias para a escrita de textos, seja para melhorias na vida acadêmica. Tudo foi muito rico.

Falar do professor Fernando Pimentel nem é difícil. Homem honesto e íntegro, que a vida acadêmica me faz encontrar em cada etapa do meu percurso. Ele me faz repensar minha vida sempre que conversamos. O senhor me fez descobrir que sou uma pessoa visual; perceber que ver mapas cartográficos e imagens no blog relacionados à escrita fazia sentido para mim deu um norte para pensar em outras possibilidades de compreender a escrita e a leitura acadêmica.


Atenciosamente Mariana Tenório 📓




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