Problem-Based Learning (PBL) - 11


Como foi construir meu primeiro mapa cartográfico?

Para iniciar, o ponto de partida foi a leitura da Cartilha Cartográfica (Comunidades Virtuais, 2026), que forneceu as orientações necessárias para o desenvolvimento da atividade. Como a dupla responsável pelo PBL 11 indicou os territórios Currículo e Formação, busquei analisar esses espaços à luz dos conceitos apresentados no material. Acredito ter conseguido identificar os três tipos de linhas discutidos na cartilha: linhas duras, linhas maleáveis e linhas de fuga.

No meu mapa cartográfico, essas linhas foram representadas da seguinte forma:

Linhas duras – O curso de formação de professores voltado às mudanças sociais e ao desenvolvimento de competências digitais docentes (Brasil, 2024) constitui uma linha dura, pois representa uma diretriz presente em documentos oficiais que deve ser implementada, independentemente das críticas apontadas pelos referenciais teóricos.

Outro aspecto identificado foi a “intencionalidade do uso das tecnologias”, conforme discutido por Custódio e Rodrigues (2023). Assim como previsto nos documentos oficiais, o uso das tecnologias deve possuir finalidades pedagógicas claras e estar alinhado às demandas sociais contemporâneas.

Linhas maleáveis – De acordo com a Cartilha Cartográfica, as linhas maleáveis não rompem com as estruturas estabelecidas; elas permanecem presentes, mas possibilitam ajustes, negociações e, por vezes, contradições. Nessa perspectiva, destaco as contribuições de Modelski, Giraffa e Casartelli (2019). Para esses autores, a formação docente em Tecnologias Digitais não deve ocorrer apenas para atender às demandas de escolas, gestores, pais e estudantes. É necessário evitar que o debate se restrinja ao desenvolvimento da fluência digital, tornando os professores meros seguidores de tendências tecnológicas e levando-os a adotar artefatos apenas para demonstrar atualização.

Linhas de fuga – A identificação dessa linha me surpreendeu. O'Brien (2025) afirma que as tecnologias digitais foram incorporadas ao sistema educacional contemporâneo para apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Essa constatação evidencia que a inserção das tecnologias na educação não ocorre de maneira aleatória, mas está vinculada a interesses e finalidades mais amplos que influenciam as políticas educacionais atuais.

Referências:
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 4, de 29 de maio de 2024. Disponível em:https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/pdf/resolucoes-do-cne/cp/2024/rcp004_24.pdf. Acesso em: 18 maio 2026.
BRIEN, E. A. Professional learning to support digital transformation and change in education: an integrated, systematic literature review. JOURNAL OF E-LEARNING AND KNOWLEDGE SOCIETY, v. 21, n.1, p. 148-158, 2025. Disponível em: https://www.je-lks.org/ojs/index.php/Je-LKS_EN/article/view/1136121. Acesso em: 19 de maio de 2026.
CUSTÓDIO, Nathália Meloni; RODRIGUES, Alessandra. Tecnologias e formação inicial docente: O papel do professor formador na construção do pensamento crítico e da cidadania digital. Revista Contexto & Educação , [S. l.], v. 38, n. 120, p. e12765, 2023. DOI: 10.21527/2179-1309.2023.120.12765. Disponível em: https://www.revistas.unijui.edu.br/index.php/contextoeducacao/article/view/12765. Acesso em: 19 maio. 2026.
ODELSKI, D.; GIRAFFA, L. M. M.; CASARTELLI, A. DE O.. Tecnologias digitais, formação docente e práticas pedagógicas. Educação e Pesquisa , v. 45, p. e180201, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/qGwHqPyjqbw5JxvSCnkVrNC/abstract/?lang=pt. Acesso em: 19 de maio de 2026.

 

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